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O cabelo com corte quimico pode acontecer apos a transformacao, por isso e necessario orientar a cliente sobre cuidados capilares para ter em casa

Expert ensina tudo sobre corte químico para você evitar o problema no cabelo das suas clientes

04 fev 2022

O corte químico é um dos problemas mais temidos pelos cabeleireiros. A quebra capilar acentuada representa a perda de autoestima e da confiança da cliente no profissional. Somado a isso estão os custos de tratamento e correção do erro que foi cometido durante o procedimento que ficam por conta do cabeleireiro. Por isso, todo bom hairstylist, seja experiente ou iniciante, deve fazer todo o possível para prevenir esse problema.

A hairstylist especialista em coloração e embaixadora de L'Oréal Professionnel Vivi Siqueira bateu um papo sobre o assunto e deu 4 dicas fundamentais para evitar o corte químico nas suas clientes. Confira!





Dica 1: O primeiro passo para evitar o corte químico é ter responsabilidade profissional

Uma cliente chegar ao salão com o cabelo sensibilizado e pedir para fazer mechas, por exemplo, é uma cena bastante comum. E muitos profissionais acabam realizando o procedimento por medo de perder a cliente ou o retorno financeiro daquele procedimento. É aí que está o primeiro risco de corte químico, de acordo com Vivi Siqueira. Para a hairstylist, é imprescindível que o cabeleireiro tenha responsabilidade e saiba negar alguns serviços. "Muitas vezes, no início da profissão, a gente tem medo de perder cliente e dizer não. Isso é muito prejudicial. Aprendam a dizer que não dá para fazer. Você pode não ganhar dinheiro naquele momento, mas vai ganhar bastante lá na frente", aconselha.

Ainda que o cabelo da cliente esteja sensibilizado por procedimentos realizados por outros profissionais, a responsabilidade pelo novo protocolo, caso você aceite o serviço, será sua. "Não fuja da sua responsabilidade. A primeira coisa que você tem que saber antes de partir qualquer cabelo é que o culpado é sempre você, a culpa é sua se o cabelo da sua cliente cair. A culpa é sempre do último que coloca a mão", alerta Vivi.

Dica 2: Fazer um diagnóstico capilar completo é fundamental para evitar o corte químico

O diagnóstico capilar é um protocolo indispensável antes de qualquer procedimento químico em um salão de beleza e vai além de apenas avaliar o cabelo da cliente. O profissional deve fazer diversas perguntas para investigar o histórico dos fios. "É uma entrevista. Tem que conversar com a cliente, saber o histórico dela e tudo que ela fez antes de chegar na sua mão. Principalmente se for cliente de primeira vez", comenta.

A partir do diagnóstico, o cabeleireiro terá uma visão mais clara de possíveis químicas que possam estar acumuladas nos fios e hábitos de cuidados capilares da cliente que podem ou não causar um corte químico.

Dica 3: Sempre faça o teste de mechas antes de realizar um procedimento químico no salão

"Teste de mechas sempre. Até mesmo em clientes que não são de primeira vez", enfatiza Vivi Siqueira. Como muitas clientes não são fiéis a um único salão ou cabeleireiro, a expert destaca que realizar o teste de mechas a cada novo procedimento é indispensável para que o profissional veja como os fios vão reagir à química. Mesmo que seja feito o diagnóstico, é comum que as clientes não saibam dizer exatamente quais produtos foram aplicados no seu cabelo por outros profissionais, o que pode levar ao corte químico pela mistura de substâncias incompatíveis. Caso os fios não passem no teste, o profissional pode oferecer um protocolo pré-mechas, que pode consistir em uma ou mais sessões de tratamento antes da transformação.

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Dica 4: Conversar com a cliente sobre tratamentos com clareza evita problemas antes e depois

Como a maioria dos cabeleireiros devem saber, o corte químico é uma reação que não acontece apenas durante a transformação. Muitas vezes, a quebra capilar pode começar a ocorrer alguns dias depois do procedimento no salão. Por conta disso, Vivi recomenda conversar claramente com a cliente sobre protocolos de cuidados necessários para preservar a saúde dos fios. "Por exemplo, se ela tem o cabelo muito fino e quer ficar muito loira, ela tem que entender que precisa de tratamento. Você tem que informar isso para a sua cliente. Tem que avaliar e conversar com ela de forma clara. Tem que entregar propriedade e autoridade no que você fala, porque você é autoridade no que faz", afirma.

Além de montar um cronograma de tratamento personalizado e indicar produtos para uso em casa, é importante recomendar o retorno ao salão para cuidados específicos. "Lavar a primeira vez de preferência no salão, porque a primeira lavagem precisa de mais cuidado, já que o cabelo vai estar sensibilizado", diz a expert, destacando a importância do cabeleireiro ser sincero durante todo o serviço.

"Se já for um cabelo sensível, ela já vai saber tudo que vai acontecer com ele. Informo minha cliente que nos sete ou dez primeiros dias o cabelo vai estar mais ressecado, dependendo do nível do clareamento. Eu blindo todo o cenário para que eu entregue um bom serviço e todo mundo fique feliz", diz. "Nenhum cabelo é igual ao outro, cada um tem suas características, suas particularidades biológicas. Então, é muito importante seguir esses passos para que você evite um corte químico", pontua.

Dica extra: Cabeleireira destaca a importância de usar bons produtos e se manter atualizado

Evitar o corte químico também passa pela escolha dos produtos utilizados no salão de beleza. Vivi Siqueira destaca que, hoje, os profissionais têm acesso a produtos de maior qualidade que anos atrás. Especialmente quando se trata de coloração e mechas, já que os descolorantes profissionais atuais contém tecnologias mais avançadas.

"Antigamente a gente não tinha tanto recurso como se tem hoje. Hoje em dia se trabalha com proteção de cor, os descolorantes evoluíram muito, tem muitos que são até sem amônia", exemplifica. Para a expert, também é importante que o profissional se mantenha atualizado e use as ferramentas digitais disponíveis para colher informações. "Nos cursos, a gente só aprende 20% do que precisa para o dia a dia, os outros 80% você tem que lutar para aprender. Hoje, o acesso a educação é bem melhor, temos workshops, cursos online, tem muito conteúdo grátis nas redes sociais", ressalta.

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